Comecei a contribuir com o OpenStreetMap movido pela curiosidade e pela vontade de ajudar. Aos poucos, percebi que mapear não era apenas desenhar ruas ou ajustar pontos no mapa: era participar de um projeto global que transforma informação em impacto real.
Nos últimos meses, tenho dedicado boa parte do meu tempo ao mapeamento do Vale do Rio Pardo, no Estado da Bahia. É uma região rica, diversa e ainda pouco representada nos mapas digitais. Cada nova via identificada, cada edificação revisada e cada detalhe adicionado ajuda a tornar o território mais visível e acessível para quem depende dessas informações.
Antes disso, concentrei meus esforços na melhoria do mapa de vários municípios do Sul e Sudoeste Baiano. Foram horas revisando imagens, corrigindo traçados, adicionando estradas rurais e atualizando áreas urbanas. Ver essas regiões ganhando mais precisão e completude no OSM é uma sensação de realização difícil de descrever.
Meu trabalho voluntário envolve revisar imagens de satélite, conferir trilhas, ruas e edificações, além de adicionar detalhes que fazem diferença no dia a dia de quem usa o mapa — desde ciclistas procurando rotas seguras até equipes de resposta a emergências que dependem de dados atualizados. Cada edição que faço carrega um pouco da minha atenção e do meu cuidado, porque sei que alguém, em algum lugar, vai se beneficiar daquela informação.
Também aprendi que mapear é um exercício de paciência e responsabilidade. Às vezes passo longos minutos analisando uma área para garantir que estou representando o mundo real com precisão. Outras vezes, descubro lugares que nunca visitei, mas que passam a fazer parte da minha rotina de voluntário.
O mais gratificante é perceber que, mesmo sem sair de casa, posso contribuir para que comunidades inteiras tenham acesso a mapas melhores. O OpenStreetMap me mostrou que colaboração aberta é poderosa: cada pessoa adiciona um pequeno pedaço, e juntos construímos algo muito maior.


