Revisei recentemente áreas da Serra fortemente afetadas pelas chuvas da enchente de 2024. Um trecho da BR-470 na região da Ponte dos Arcos sofreu múltiplos deslizamentos e, 19 meses depois, ainda opera em sistema de comboio (sentido único reversível com escolta), com longas esperas, tornando várias estradas vizinhas rotas alternativas importantes.
Ao refazer o levantamento ali, notei uma quantidade significativa de nova sinalização de advertência, principalmente para risco de desmoronamentos. Como o OsmAnd agora oferece suporte básico à etiqueta hazard, passei a mapear esses riscos quando há placas de advertência no local, pois tendem a permanecer relevantes por muito tempo.
Pensando na utilidade prática para navegação, especialmente à noite e sob chuva, decidi focar o mapeamento de hazard apenas em dois riscos: desmoronamentos ( hazard=landslide, que podem influenciar a escolha da rota quando há chuva intensa) e animais ( hazard=animal_crossing, uma fonte comum de acidentes). Outros riscos sinalizados são frequentes, redundantes ou inferíveis pela geometria da via e tendem mais a poluir avisos de navegação do que a ajudar.
Notei que a RSC-287 ainda tem 5 pequenos desvios não totalmente recuperados, quase todos mal sinalizados e com acidentes fatais recentes, mas não vi novas placas para risco de alagamento ( hazard=flooding ). Por isso, sigo usando apenas flood_prone=yes em vias com histórico recorrente de alagamento após chuva intensa, com base em notícias (infelizmente raramente precisas) e na análise de imagens históricas do Sentinel-2, adotando o critério sugerido no wiki de a via permanecer submersa por mais de 0,1% do tempo (8h por ano, ou 1 dia a cada 3 anos).



