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Está na hora de revisar um pouco do que eu fiz durante esse ano, uma das principais foi poder participar do SToM22 em Florença você pode ler mais de como foi aqui durante esse ano tambem aprendi muito e pude ajudar na importação dos edifícios em Fortaleza, e sem duvida esse ano foi o que eu mais usei o JOSM mesmo contra minha vontade.

Tem sido um grande desafio tentar me manter motivado para continuar com meu trabalho no OSM tenho me dedicado dia e noite e é difícil se manter motivado todo esse tempo, durante muitos dias desse ano pensei em desistir e sinto que muitos de vocês que estão me lendo talvez já tenham sentindo assim mas nosso trabalho é como de formigas que no final somado fazemos uma grande diferença! e realmente sinto que a cada dia o OSM tem recebido o reconhecimento que merece.

Estatísticas

  • 214.398 Edifícios mapeados
  • 19.811 Km de vias mapeadas
  • 21.957 Pontos de interesses mapeados
  • 6.446 Km de rios mapeados

Projetos

Esse ano tentei me organizar melhor e diversificar minhas contribuições não somente focando no meu estado mas em correções no Brasil como todo mas acabei sendo chamado para poder contribuir com a importação dos edifícios em Fortaleza o que tem sido um prazer.

Escolas no Tocatins

Adicionado as escolas no Tocantins usando o InepData

PRF e PF

Adicionado e revizados todos os pontos da Policia Federal e da Policia Rodoviaria Federal no Brasil pfmap.jpg

#ImportPMFBuildings

Importação dos edifícios na cidade de Fortaleza

e mais

Obrigado aos meus apoiadores do OpenColletive que me mantêm mapeando:

Se você quer apoiar meu trabalho sinta-se livre para fazer uma doação pelo OpenColletive

Obrigado!

Location: Centro, Timon, Região Geográfica Imediata de Timon, Região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina, Região Geográfica Intermediária de Caxias, Maranhão, Região Nordeste, Brasil

Ano passado decidi fazer esse desafio que estava abandonado no site do MapRoulette e consegui atingir um avanço significativo. Falta pouco para completar o desafio, relativo à adição de edifícios rurais no município de Igarassu, PE. Acredito que ainda em 2022 estará completo.

Location: Paraíso, Vila Mariana, São Paulo, Região Imediata de São Paulo, Região Metropolitana de São Paulo, Região Geográfica Intermediária de São Paulo, São Paulo, Região Sudeste, 04002-021, Brasil

English version here

Depois de algum tempo do retorno do State of the Map 2022 em Florença, e após uma breve reflexão sobre minha experiência no evento, gostaria de compartilhar minha visão sobre o SotM 2022.

Vista do Duomo

Inicialmente, gostaria de agradecer ao State of the Map Working Group por fornecer bolsas para a participação no evento, na qual fui agraciado (mais sobre isso adiante).

Sobre o evento, foram 3 dias muito intensos! Durante o SotM, pensava que poderia aproveitar mais, mas olhando para trás, vejo que seria praticamente impossível. Várias apresentações interessantíssimas ao mesmo tempo, pessoas incríveis para conhecer e conversar, pôsteres muito bem construídos e apresentados, enfim, muita coisa acontecendo ao mesmo.

Eu no SotM Exausto após muitas apresentações e uma noite animada no Mercato Centrale

Houveram algumas apresentações excelentes, na minha opinião, tais como Entry-level Mobile Mapping, de Kristen Tonga, e How to kill OSM? Above all, change nothing, de Florian Lainez. Foi bom também ver apresentações de muita gente que conhecia somente virtualmente, como Sarah Hoffmann, Ilya Zverev, Amanda McCann e Martijn van Exel.

Outro ponto alto da conferência foi conhecer e conversar com gente incrível. Foi um prazer conhecer pessoalmente vários brasileiros: o mundialmente famoso Gustavo Soares, o gente boa Vitor George, o chato do Kauê Vestena, Thierry Jean, as meninas do Uai Geo Ana Teixeira, Profa. Silvia Ventorini e Natalia Arruda; o pessoal da América Latina, como Emiliano, Jonathan Rupire, e a incrível Miriam Gonzalez; além de outras pessoas de vários países, como Petya Kangalova e Pete Masters (tão simpáticos), e as infinitas pessoas do HOT cujos nomes infelizmente não memorizei (eram tantos!). Isso mostra como foi diverso o evento, e fico muito contente de ver tantas pessoas variadas, e que tanto o SoTM WG quanto a HOT fizeram esforço de levar para o evento, tirando a concentração de terem as mesmas pessoas de sempre indo e apresentando no SotM.

Mapeadores LATAM Mapeadores da América Latina (foto de Vitor George)

Contudo, mesmo com essa diversidade que tanto me encantou, houve algumas coisas que vi in loco e que me fazem preocupar com o futuro do OSM: o crescente domínio das empresas no OSM. A primeira pergunta que me faziam era: em qual organização você trabalha? HOT? YouthMappers? Mapbox? Meta? Me parece que nós, “simples mapeadores”, estamos perdendo relevância na comunidade. E é triste que, pela natureza do evento, os mapeadores quase nunca podem comparecer presencialmente, e as pessoas que lá estão, majoritariamente foram patrocinadas por alguma organização (eu mesmo fui!).

Também me preocupa o quanto devemos nos movimentar para não deixar o movimento morrer (ou ficar nas mãos de alguma organização). Cada dia que passa o HOT tem mais relevância no OSM (acho o projeto belíssimo, eu mesmo contribuo quando posso nos projetos do HOT, e uso com frequência o Tasking Manager), e me preocupa que ficará de tal forma que o HOT se torne o OpenStreetMap. Nós (capítulos locais, fundação) estamos tão inertes que o HOT, juntamente com YouthMappers, são as organizações que estão constantemente recrutando mapeadores, e esses mapeadores no fim nem sabem direito o que é o OpenStreetMap. Estando no evento, me pareceu que o SotM era um evento do HOT, e não do OSM.

Mapeadores Brasil Alguns mapeadores do Brasil

Entendo a posição da fundação, e o que é o OSM, mas acho perigoso deixarmos o OSM na mão de alguma organização (seja o HOT, seja outras mais perversas como Meta ou Mapbox). A apresentação do Florian apresentou vários pontos, alguns que discordo mas concordo com a maioria (e com a ideia geral), e que felizmente causou incômodo na comunidade.

Também é triste ver a parte técnica do OSM sendo gerida pelas mesmas pessoas de sempre. São pessoas extremamente capazes, mas tampouco podemos deixar o OSM na mão de poucas pessoas. É hora de levarmos o OSM mais a sério, profissionalmente (talvez a Wikimedia Foundation seja um bom exemplo, mesmo com todos os defeitos?).

Um ponto interessante foi ver pessoas que virtualmente pareciam extremamente chatas, e pessoalmente isso se confirmar 😂 Uma pena que não consegui ver todas as apresentações que queria, mas verei assim que estiverem disponíveis em vídeo no site do SotM.

De qualquer forma, foi um evento extremamente proveitoso, e novamente gostaria de agradecer ao Working Group por me disponibilizar uma bolsa que cobriu alguns custos da viagem, e agradecer imensamente ao Vitor por me incentivar a concorrer à bolsa. Recomendo a todos que concorram no próximo evento, sinto que minhas energias para com o OSM foram renovadas! Foi legal ver o HOT levando tanta gente de vários lugares do mundo, a conferência ficou mais bonita e interessante!

Por fim, também gostaria de agradecer à organização (Wikimedia Italia) pelo evento muito bem construído e planejado, e a todos que compareceram, os voluntários, os trabalhadores no local, os palestrantes e os que foram lá assistir, que fizeram desse evento uma lembrança especial para mim!

Este post foi escrito sem nenhuma pretensão de fazer muito sentido, então meus pontos podem estar em contradição e não muito bem explicados. Todas as fotos sem créditos foram feitas com meu celular, e estão sob licença CC BY 4.0.

Location: Meireles, Fortaleza, Região Geográfica Imediata de Fortaleza, Região Geográfica Intermediária de Fortaleza, Ceará, Região Nordeste, Brasil

English Version

Nesses últimos 2 anos como voluntário em tempo integral desenvolvi vários projetos de mapeamento pelo Brasil, por acreditar ser meu dever contribuir por conta do deficit que o mapa tinha na minha região. Minha meta como mapeador é tentar diminuir os espaços em branco no OpenStreetMap para que mais pessoas possam usá-los e assim mais mapeadores surgirem.

Entendo que nem todo mundo tem tempo ou interesse em mapear, no máximo fica no básico e muitas vezes acaba esquecendo do OSM por não consegui usar no seu dia a dia, ainda mais em um país como o Brasil onde dificilmente um trabalhador teria tempo para ficar atualizando mapas.

Tenho me dedicado diariamente ao OSM, mas infelizmente isso tem um custo e já que não sou nenhum herdeiro, tem sido bem difícil conciliar meu trabalho como voluntário e minha vida pessoal, já passei por fases muito complicadas desde que eu decidi me dedicar em tempo integral, mas também tive muitas ajudas.

Trabalhar no OSM não é uma tarefa fácil, pois seu trabalho nunca está concluído, sempre há novas mudanças que precisam ser mapeadas, erros a serem corrigidos, é um trabalho contínuo que exige certo nível de conhecimento e experiencia adquirida com o tempo.

Um dos primeiros projetos que eu fiz foi usando o DAMN e depois o Taskmanger para poder gerenciar e mapear cidades inteiras, com esse projeto foram quase 20 cidades que foram totalmente mapeadas desde as estradas aos edifícios.

Outro projeto que dediquei meu tempo foi adicionar as escolas dos estados do Maranhão, Piauí e Tocantis ao mapa, foram mais de 10 mil escolas mapeadas nos 3 estados, além de ajudar a medir o acesso à educação as escolas também tem um papel importante para esse ano eleitoral, pois são usadas como local de votação e o OSM é o mapa usado no app e-Título e outros apps desenvolvidos pelo governo.

Antes e depois da importação das escolas em Tocantins

Tanto para importar as escolas como os postos de atendimento da PRF e PF e outros dados eu preferir usar a ferramenta MapRoullete por poder ter um controle maior sobre a qualidade dos dados e poder checar cada informação que eu estava adicionado. Importação nunca deve ser 100% automática porque gera muitos conflitos com os dados já existentes gerando mais trabalho, por isso a importância de ter pessoas trabalhando integralmente para poder integrar os dados.

Atualmente venho trabalhando na importação dos edificios da Cidade de Fortaleza, o que tem tomado muito do meu tempo por ter que revisar os dados e também por conta que os edifícios foram divididos em partes, então tenho que considerar isso no momento de mapear, mas o resultado é belíssimo!

Todo esse trabalho requer dedicação e tempo, o OpenStreetMap é como uma obra de arte que nunca vai ter um fim, agora eu preciso da sua ajuda para continuar o meu trabalho, seu apoio é extremante importante para que eu possa continuar a mapear. Por favor considere fazer uma doação ;)

https://opencollective.com/playzinhoagro

Com seu apoio pretendo:

  • Continuar a importação de edifícios em Fortaleza
  • Importar os edifícios e endereços de Dourados
  • Criar projetos para checar o uso das wikidatas
  • Continuar a mapear cidades no Nordeste do Brasil
  • etc…

Lembrando que ao me apoiar você vai estar apoiando alguém da comunidade local!

Location: Santo Antônio, Timon, Região Geográfica Imediata de Timon, Região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina, Região Geográfica Intermediária de Caxias, Maranhão, Região Nordeste, 65630-500, Brasil

Agora que estou em casa, chegou a hora de contar como foi minha experiência participando do SoTM e do FOSS4G em Florença nesse ano, espero não está atrasado… Foi uma grande supressa para mim quando eu recebi o email dizendo que eu havia sido selecionado para a travel grant do HOT Unsummite, foi um momento de grande euforia para minha família também pois venho de uma família humilde e grande, uma tipica família do nordeste brasileiro, então foi uma grande noticia saber que eu iria viajar para fora do Brasil e que tive meu trabalho reconhecido. Minha família sempre me incentivou a estudar a geração da minha mãe não tinha muito acesso a escola como é hoje, em uma familia de 10 irmãos somente minha mãe e duas irmãs chegaram a terminar o ensino médio. Mas desde criança eu gostava da área de mapas em 2018 com meu primeiro celular eu comecei a contribuir com o GMaps com o Local Guides e foi o pota pé para que eu realmente começar minha paixão por mapas em saber que eu estava ajudando pessoas como eu a se locomover melhor pela cidade mas em 2019 preocupado com questões de privacidade e de monopólio dos dados que eu produzia comecei a procurar uma alternativa para o GMaps e foi ai que encontrei o OSM e eu me apaixonei por um mapa inteiramente aberto e criado pela própria comunidade mas havia um problema não havia muitos dados na minha cidade e nem nas cidades vizinhas comecei a tentar contatar as prefeitura em busca de dados abertos e descobrindo que não havia nada! nem mesmo que seja digital ainda usavam mapas impressos da década de 80 foi então que eu fiz meu primeiro projeto de mapeamento fui com uma prancheta e o mapa impresso coletando os endereços próximos da minha casa mas em uma semana acabei desistindo pois seria muito trabalho, logo apos comecei a mapear os edifícios de cidades próximas a minha e que eram menores primeiramente usando o DAMN logo mudei para o taskmanager e foram cerca de mais de 20 cidades mapeadas completamente, entre outros projetos como importação de escolas dos estados do Maranhão, Piauí e Tocantins. Muito provavelmente você deve conhecer meu trabalho com Data Quality, muito antes de entrar no HOT Data Quality Intership eu já editava bastante corrigindo erros muitos por Tarefas do MapRoullete. Acredito que todo esse esforço pode me fazer chegar aqui em Florença e poder finalmente conhecer grandes ídolos que eu somente conhecia pela internet e alguns que eu tive a oportunidade de conversar através de video chamada e sem falar dos novos amigos que eu criei e que com certeza tentarei manter contato e apesar de que eu achar que não faço um grande trabalho acabei descobrindo que sim eu sou um grande mapeador no Brasil e que tenho até fãs hahahhhhaha Participar do SoTM foi sem duvida uma experiência única na minha vida e que demostra que todo meu esforço que eu tive todo esse tendo trabalhando como voluntário para tentar levar um bom mapa aberto para todos. Eu tive uma oportunidade única de aprender ainda mais sobre o OpenStreetMap e mostrar um pouco mais do meu trabalho, conhecer o que está sendo discutido para o futuro do OSM e do mapeamento ver como a comunidade é realmente grande e acolhedora me fez sentir que estava em família e que apesar de termos algumas diferenças no final somos todos mapeadores. Além que um evento presencial temos ideia de que aquelas pessoas que só conhecemos pela internet são pessoas reais e não somente perfis na internet e saber que essas pessoas acreditam em um mapa aberto para todos sem duvida é algo que vai me motivar sempre. Agora participar do FOSS4G foi uma experiência muito diferente, eu acabei criando novas amizades com os outros voluntários diria que vou levar algumas amizades para sempre como com minha Best Friend. Queria começar agradecendo a Arnalie por sempre está presente dando suporte a todos e ao Lorenzo e a Anissa por serem realmente lideres e estarem sempre prontos para ajudar com qualquer problema e em especial a minha Best Friend (Ericka) por tornar mais divertida minhas tardes durante o FOSS4G. Agradecimento especial aos meus apoiadores do Mastodon que financiaram todos meus custos que eu tive para me preparar e durante essa viagem, muito obrigado por acreditarem no meu trabalho!

** Acabei perdendo minha mochila no aeroporto de Paris, junto com minha incrivel coleção de Stickers e outros suvenirs, se quiser enviar stickers estou aceitando! **

Highlights

Conhecendo outros Brasileiros

Primeira chuva de granizio da minha vida aconteceu em Florença

Caminho até a local do SoTM.

Apresentação de 10 anos do editor ID

a do Brasil é melhor

Mercado central de Florença

Foto com Matheus Gomes

Foto com Pete Masters

LATAM presente no SoTM22

Voluntarios do SoTM11

Uma taça de vinho durante o icebreak do FOSS4G

Voluntários do FOSS4G The Last Guys

Esse foi meu primeiro projeto de importação semi-automatizada. Na maioria das vezes prefiro usar o MapRoulette para poder conferir os dados e corrigir se necessário. Isso acaba dando um pouco mais de trabalho mas isso é melhor para dados mais complexos como escolas, postos da policia, clínicas e outros dados.

Como estou sempre procurando novas bases de dados que possam ser usadas para melhorar o OSM acabei encontrando o GeoDourados, que é uma base bastante rica de dados sobre a cidade de Dourados, alem de contar com ortofotos de alta resolução.

Mandei um e-mail para os responsáveis pedindo permissão para usar os dados no OSM e, apesar de ter enviado mais de 10 e-mails para cidades diferentes, a única que respondeu foi Dourados. Por isso gostaria de agradecer ao Departamento de Geoprocessamento de Dourados, em especial ao Ênio Alencar, por ter dado suporte com esse projeto.

De todos os dados possíveis para utilização no OSM, decidimos começar pelas árvores, visto que além de ser um dado útil, seria mais simples de importar inicialmente. Não há duvida da importância das árvores para o ambiente das cidades, além de promover conforto nos dias mais solarizados também servem para absorver os ruídos produzidos nas grandes cidades.

Caso queira saber mais sobre arborização e o OSM na ultima terça feira houve um webinar sobre o OSM e arborização urbana para comemorar o dia da árvore link

O trabalho de importação só foi possível com a ajuda do Matheus Gomes que teve todo o trabalho administrativo, pedindo permissão da comunidade, escrevendo na Wiki e preparando os dados para serem importados. Sem ajuda sua ajuda não saberia nem por onde começar, obrigado!

Com os dados já prontos e com autorização, tive que começar a limpar áreas de conflito que já tinham árvores mapeadas. Usei o overpass turbo para baixar esses dados e comparei com os dados que seriam importados.

Em destaque árvores que já havia sido mapeadas antes na cidade de dourados Em destaque árvores que já haviam sido mapeadas antes na cidade de Dourados.

Após resolver limpar as avores que poderia dar conflitos Após remover as árvores (do arquivo original) que poderiam dar conflitos com as já existentes no OSM.

E esse foi o resultado de antes e depois da nossa importação:

antes e depois

Como resultado final, podemos destacar não somente a importação e atualização de mais de 94.000 árvores no OSM, como também a permissão para utilizar vários outros dados do GeoDourados. Com isso, já inserimos as ortofotos de Dourados tanto no iD quanto no JOSM, por exemplo. Também fortalecemos os laços com mais uma prefeitura brasileira.

Por fim, os próximos passos envolvem analisar e ver a melhor maneira possível de inserir os outros dados possíveis, como endereços e edificações.

Location: Parque Arnulpho Fioravanti, Dourados, Região Geográfica Imediata de Dourados, Região Geográfica Intermediária de Dourados, Mato Grosso do Sul, Região Centro-Oeste, 79800-040, Brasil

Algumas alterações na zona de Algés e Linda-a-Velha por ocasião da nova rede de transportes. Algumas alterações efetuadas: 1. 114 (futura 1502) Algés - Amadora, via Carnaxide 2. 162 (futura 1713) Algés - Falagueira, via Damaia

Introdução

Em Portugal os aglomerados populacionais tendem a estar dispersos e não concentrados num único centro urbano. Várias destas aglomerações situam-se a vários quilómetros do centro da freguesia, que é a menor divisão administrativa em Portugal, tornando-se assim muito difícil encontrar estes sítios se não tivermos o nome que os habitantes locais usam para se identificarem.

https://i.imgur.com/SYExQ6O.jpg

Comparação entre centros populacionais. À esquerda um sítio com várias aglomerações satélites e à direita um sítio onde a população está concentrada. Fonte: Bing

O Instituto Nacional de Estatística (INE) têm uma base de dados contendo o nome e os limites geo-referenciados de diversos aglomerados urbanos. É útil ter esta informação no OpenStreetMap, pelo que este guia ajudar-te-á a como se deve proceder à sua inserção no OSM.

Nota: Este guia foi adaptado de um outro mais antigo, sendo que este está conforme as novas normas de padronização acordadas pela comunidade portuguesa de OSM.

Descarregar os dados

Em primeiro lugar temos de obter os dados disponibilizados abertamente pelo INE, mais especificamente os da Base Geográfica de Referenciação da Informação (BGRI). Estes dados contêm todos os lugares estatísticos que o INE utiliza durante os seus censos.

https://i.imgur.com/uGo20Rc.png

Vamos escolher os dados de 2011 ao invés dos provisórios de 2021. Isto é porque os de 2021 não contêm a toponímia (nome) correspondentes aos aglomerados urbanos, ao contrário dos de 2011, que têm.

Temos a opção de descarregar os limites em todo o país, mas na minha opinião, e de maneira a facilitar o trabalho, recomendo descarregar ao nível mais pequeno, o do município.

https://i.imgur.com/gKjAFLs.png

Felizmente para nós os dados incluem o nome e limites das várias aldeias de Portugal. Também contêm informação de muitos lugares, mas não de todos – o que acontece é que, em zonas altamente urbanizadas e/ou inseridos dentro do perímetro de uma vila ou cidade, deixa de existir informação sobre o lugar.

Vai ser descarregado um ficheiro arquivado .zip contendo um ficheiro no formato GeoPackage (.gpkg) que teremos de extrair para uma pasta.

https://i.imgur.com/ECZSfMX.png

Converter dados

Vamos converter o ficheiro .gpkg para um que é aceite pelo JOSM, a ferramenta ideal que é usada por este guia.

Para tal primeiro instalamos o QGIS, que é um programa de informação geográfica de acesso livre. Quando descarregado e instalado aparecerá a seguinte janela.

https://i.imgur.com/YrmfYJc.png

Agora arrastamos o .gpkg para o QGIS. No ecrã vai aparecer o nosso município assim como todas as fronteiras estatísticas.

https://i.imgur.com/LPFBsnp.png

De seguida no menu situado à esquerda chamado Layers vamos clicar com o botão direito do rato > Export > Save Features As…

https://i.imgur.com/wsFC8Zn.png

Na seguinte janela basta só escrever algo no File Name. Verifica se o formato é ESRI Shapefile! Também tens a opção de escolher para onde será exportada a informação.

https://i.imgur.com/GH8fhnm.png

Concluido isto, teremos os seguintes ficheiros.

https://i.imgur.com/FT4DqTx.png

Importação para o JOSM

No JOSM precisamos de ter instalado um plugin chamado OpenData que vai permitir abrir ficheiros shapefile (shp).

https://i.imgur.com/aCWsECo.png

Feito isto, pressionamos agora as teclas Ctrl+O no ecrã principal do JOSM e seleccionamos o ficheiro com a extensão .shp e esperamos um bocado enquanto decorre a importação.

https://i.imgur.com/WvIKxdf.png

Assim que terminar a importação vamos-nos deparar com a seguinte situação:

https://i.imgur.com/GkSa4pB.png

Limpar os dados

Há muita informação que não nos interessa, por exemplo: códigos internos ou limites “residuais”. Começamos por seleccionar todos os dados (Ctrl+A) e apagamos todas as etiquetas excepto as “LUG11” e “LUG11DESIG”.

https://i.imgur.com/XjKrMp1.png

De seguida abrimos a janela de pesquisa (Ctrl+F) e escrevemos “residual” (não te preocupes com nenhum dos botões abaixo que por defeito já estão como queremos).

https://i.imgur.com/Akmp123.png

Depois de seleccionados os dados que procuramos temos de os eliminar (Del). Caso surja uma janela a avisar que serão apagadas relações aceita, elas não nos interessam por isso podemos confirmar a eliminação.

https://i.imgur.com/HyQ4lwf.png

https://i.imgur.com/j8Tmyj9.png

Agora queremos apagar o que forem linhas vazias, já que não contêm nada. Para tal abre novamente a janela de pesquisa e escreve “type:way untagged” e elimina o que aparecer seleccionado.

Agrupar as várias secções

Seleccionando as linhas que existem, repara que há muitas com a mesma designação. Isto acontece porque nos dados do BGRI os lugares estão divididos em secções e para nós isto não nos interessa.

Para esse propósito, teremos de agrupar as várias secções com o mesmo nome/código, assim revelando o verdadeiro limite das diversas aldeias e lugares.

Em primeiro lugar escolhemos uma linha (pode ser qualquer uma) e copiamos o código que está na etiqueta “LUG11”. Podes também copiar a designação, mas verifiquei que muitas vezes existe mais que um aglomerado com o mesmo nome num município.

https://i.imgur.com/3tFZ43k.png

Abrimos novamente a janela de pesquisa e colamos o código que copiamos. Após feita a pesquisa vamos ter a seguinte situação:

https://i.imgur.com/GQWQqhY.png

Para a seguinte parte instala um plugin chamado ‘merge-overlap’. Ele permite fundir as diferentes áreas numa só, deixando somente o limite exterior. Para tal basta fazer Shift-J.

Nota: Um método alternativo seria traçar uma linha que corresponda ao perímetro seleccionado.

https://i.imgur.com/xlY9PNf.png

https://i.imgur.com/Cdt4ny5.png

Obtivemos o limite desejado, agora copiamos (Ctrl+C), criamos uma nova camada (Ctrl+N) e colamos o limite na mesma posição (Ctrl+Alt+V).

https://i.imgur.com/d2On15C.png

Terminamos esta parte ao simplificar a linha (Shift+Y). Eu recomendo 2 m.

Importar os dados do OSM

Vamos agora descarregar os dados do OSM para esta nova camada (Ctrl+Shift+↓).

https://i.imgur.com/5kv9HeN.png

De forma a facilitar a visualização dos mesmos sugiro aplicar o seguinte filtro com as opções que estão expostas na imagem abaixo:

boundary=administrative | boundary=census | boundary = historic | place=* | ICC=Portugal | LUG11=*

https://i.imgur.com/yHGqM1I.png

Para utilizar a ferramenta de filtro basta a seleccionar no seguinte menu. Confirma depois que está activado e no modo inverso.

https://i.imgur.com/95xSuxN.png

Adicionar a relação e etiquetas

Primeiro vamos criar uma relação com as seguintes etiquetas:

  • name=Falfeira
  • bgri:code=035819
  • boundary=census
  • source=INE - BGRI 2011
  • type=boundary

https://i.imgur.com/OKbZZU0.png

Para a linha vamos atribuir a função de “outer”. A negrito estão as duas etiquetas que mudarão dependente do aglomerado que estamos a tentar inserir, as outras serão sempre as mesmas em qualquer das situações.

Para terminar vamos seleccionar novamente a linha que define o aglomerado (e a relação) e vamos atribuir as seguintes etiquetas:

  • boundary=census
  • source=INE - BGRI 2011

Não esquecer de apagar as etiquetas “LUG11” e “LUG11DESIG”.

Feito isto tudo, temos agora duas opções: ou enviamos o que foi feito para o OSM ou repetimos o processo para outro aglomerado. Se repetirmos o processo podemos copiar a relação e adaptar-la de modo a poupar tempo.

Adicionar o nó com o tipo de aglomeração

Caso não esteja no mapa, insere um nó/ponto contendo o nome do aglomerado assim como o tipo, por exemplo: povoação afastada de outra, aldeia → place=hamlet. Mais informações aqui.

A cada minuto de 2021, 8 mulheres apanharam no Brasil durante a pandemia do novo coronavírus. A violência psicológica, que não deixa marcas físicas, feriu também a dignidade de muitas que precisaram se isolar com companheiros abusivos no contexto da crise sanitária, por isso foi criado o Mapa do Acolhimento para ajudar mulheres que sofram de violência de gênero.

O Mapa do Acolhimento é uma rede de solidariedade nacional que conecta mulheres que sofreram violência baseada em gênero com advogadas e psicólogas voluntárias de todo o Brasil. Desde o começo da sua atuação, em 2016, o Mapa do Acolhimento já realizou mais de 5.000 encaminhamentos e possui uma base de 5.000 voluntárias registradas, em mais de 800 cidades, além de contar com o mapeamento de serviços públicos da rede de segurança, saúde e socioassistencial. O projeto é realizado pelo NOSSAS, um laboratório de ativismo que acredita que um mundo mais justo e democrático só é possível se os poderes de uns não suprimirem a potência de outros.  Agora todos os dados do Mapa do Acolhimento estarão disponíveis no OpenStreetMap como um esforço conjunto para disponibilizar ainda mais os serviços de atendimento a mulheres.

São cerca de mil pontos de serviço entre Centros de acolhimento e Delegacias especializadas além de clínicas e hospitais, logo mais esses dados serão importados ao OSM para que mais pessoas possam ter acesso.

Queria agradecer a todos do Mapa do acolhimento por disponibilizar esses dados e acreditar que podemos ajudar.

Location: Formosa, Timon, Região Geográfica Imediata de Timon, Região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina, Região Geográfica Intermediária de Caxias, Maranhão, Região Nordeste, 65636-060, Brasil

Introdução

A motivação da qual me levou a escrever este “pequeno testamento” foi a inexistência de uma definição clara e imediata do uso da etiqueta network no contexto de transportes público, sobretudo no que toca ao autocarro.

O estado atual

Wiki

Na página wiki Key:network, como se trata de um termo “banda-larga” em que é usado em diversos áreas e contextos, na explicação do seu uso em transportes públicos perde-se um pouco das suas especificadades da sua aplicação em alguns contextos, em particular no de rotas de autocarros. Nesta página, o termo network é definido de forma vaga e como tal, na definição usada, uma rede de transportes públicos pode significar:

  • a rede de operação de uma empresa de transporte público ou o aglomerado de várias (o que é similar a operator=*) ;
  • a abragência geográfica (e.g. antigo sistema de coroas que existia em Lisboa até Abril de 2019);
  • um sistema de bilhética.

Uma vez que existe ambiguidade nesta definição, a qual também se encontra na página wiki dedicada aos Transportes Públicos, uma primeira leitura mais superficial indicaria que cabe a cada comunidade escolher o que significa a etiqueta para cada dado contexto.

No entanto, ao aprofundar-mos a nossa pesquisa e lermos a secção relativa às relações network da página wiki Buses , sendo estas relações então aplicadas no âmbito de transporte público rodoviário, temos uma explicação melhor e mais precisa do que esta etiqueta pretende formular neste assunto. Citando a página:

A network relation can be used to link each member of a network together. The network relation represents existing networks (i.e. a common fare system) . Network relations can be hard to work with, and have therefore been deprecated in some places (for example Germany). Using network=* on each bus route and route master relation is preferred over network relations.

Ora esta explicação fala num sistema de bilhética comum, que no contexto da AML e, com alguma extensão, do distritito de Lisboa, este sistema pode ser encarado como o que é oferecido pelos passes intermodais Lisboa VIVA / Navegante, nomeadamente os títulos Navegante Municipal e Navegante Metropolitano.

Uma Proposta

Formulação

No link mencionado no final da secção anterior temos as várias modalidades de passe Navegante, das quais se configuram em duas categorias:

  1. Os usuais: Navegante Municipal; Navegante Metropolitano
  2. Caracter Social: Navegante 12; Navegante +65; Navegante Família; Navegante Municipal Família.

Para o efeito de etiquetagem, optando pela simplicidade, só interessar-nos-á a primeira categoria uma vez que os passes da segunda são apenas variantes dos da primeira onde diferem apenas no preço.

Aponta-se também que a proposta que será de seguida definida poderá ser extendida para outras Comunidades Intermunicipais, algo que será explorado nos exemplos nas secções mais posteriores.

Em paragens/estações

Seja uma paragem que se encontre na AML, no território de um munícipio X desta. De imediato, por se encontrar dentro da AML, vem que um dos valores para network vai ser Navegante Metropolitano .

No que toca aos Navegantes Municipais, há algumas subtilezas a ter em conta, especialmente quando se fala de paragens que integrem rotas de carreiras suburbanas que partam de Lisboa. Este facto é relevante pois são aplicadas restrições às operadoras destas carreiras para que não façam saídas e/ou entradas em Lisboa ao sair e/ou entrar em Lisboa, respetivamente. Este mesmo facto é mencionado no local das paragens onde costuma estar escrito “Apenas Entradas” ou “Apenas Saídas”, respetivamente.

Portanto, ao partir de uma paragem caso seja possível apanhar um meio de transporte que pare no mesmo município X donde se partiu, então podemos adicionar o valor Navegante X à etiqueta.

Exemplificando: digamos que se apanha numa paragem de entradas apenas no Lumiar (portanto Município de Lisboa) em que todos os autocarros que operem essa mesma paragem só parem a seguir para sair nos concelhos vizinhos (Odivelas ou Loures). Assim, a paragem não terá a etiqueta com o valor Navegante Lisboa pois não é possível sair na paragem e não é possível entrar na paragem sem depois sair fora do Município de Lisboa.

Em Rotas

Seja uma carreira que se encontre na AML. Aplicando o mesmo princípio de entrada e saída no mesmo município explicado acima associamos os mesmo valores que seriam aplicados a paragens. No contexto de rotas teremos de ver se, dentro do que as mesmas abrangem, é possível entrar e sair com um passe Navegante associado.

Para alguns exemplos deste esquema, ver secção “Mais exemplos”.

Justificação

Usar o sistema de passes como base da etiqueta network=* é mais informativo e útil face ao uso de network=Carris Metropolitana, uma vez que vão haver (assumindo que o sistema de passes se mantiver) algumas descrepâncias entre a rede de operação da Carris Metropolitana e a abragência dos passes, em particular do passe mais geral, o Navegante Metropolitano. Essa questão é ilustrada, para ser mais específico, nas carreiras interregionais em que cuja operação será eventualmente assegurada pela Carris Metropolitana (ler secção “A Grande Lisboa em Lotes” e competências delegadas na AML ) mas que não se inserem (pelo menos parcialmente) no quadro dos passes supramencionados. Exemplos de algumas carreiras deste género são:

Um outro ponto a favor desta abordagem é que não só permitiria incluir outros modos de transporte coletivo de passageiros que são também abrangidos por estes passes (tais como comboio e barco) como também permitiria uma melhor claridade e diferenciação das outras “redes” de transporte que têm uma tipologia diferente das previamente mencionadas. Alguns exemplos concretos seriam o transporte turístico (e.g. Yellow Bus Tours) e os autocarros de longo curso (e.g. Rede Expresso e Flixbus).

De se notar que estas duas abordagens entram em conflito uma com a outra dado que usufruem da mesma etiqueta com interpretações diferentes desta (i.e. network enquanto rede de operação vs network enquanto sistema de bilhética). Como tal, será impossível de fazer menção a estes dois usos através da mesma etiqueta. Desse modo, para garantir a menção da Carris Metropolitana na base de dados do OSM, sugiro o uso da etiqueta brand=Carris Metropolina para resolver esta problemática. Não obstante, faço os seguintes pontos: a) não seria possível usar a chave brand para um sistema de bilhética; b) esta abordagem é conforme com o que a própria entidade afirma ser (ler Perguntas Frequentes#O que é a Carris Metropolitana?).

Mais exemplos

Pretende-se então ilustrar em casos concretos, com exemplos mapeados e não mapeados, de como seria efectuada a etiquetagem caso fosse aplicado o esquema proposto.

  1. Rodoviaria de Lisboa, Carreira 362
    • operator=Rodoviária de Lisboa
    • network=Navegante Loures; Navegante Metropolitano
  2. Carris, Carreira 736
    • operator=Carris
    • network=Navegante Lisboa; Navegante Odivelas; Navegante Metropolitano
  3. Mafrense, Carreira 209
    • operator=Mafrense
    • network=Navegante Mafra;Navegante Metropolitano
  4. Lisboa Transportes, Carreira 128
    • operator=Lisboa Transportes
    • network=Navegante Amadora; Navegante Metropolitano
  5. Barraqueiro do Oeste, Carreira 701 (não mapeado)
    • operator=Barraqueiro do Oeste
    • network=Navegante Mafra; Navegante Metropolitano; Passe Linha Torres Vedras; Passe Linha CIMO
  6. Rodoviária de Lisboa, Carreira 331
    • operator=Rodoviária de Lisboa
    • network=Navegante Loures; Navegante Odivelas; Navegante Metropolitano

Notas e detalhes técnicos

  • Quando a Carris Metropolitana eventualmente for encetar as suas funções bastariam as seguintes alterações: a) substituir no valor da chave operator as operadoras anteriores pelas que começarão a sua explorarão nos lotes designados (ver acima para mais informações); b) adicionar a etiqueta brand=Carris Metropolitana .
  • Nos exemplos acima, algums do exemplos apresentam carreiras que partem de/terminam em Lisboa mas que no entanto não estão integradas na rede Navegante Lisboa devido ao facto de serem carreiras suburbanas em que o passageiro não pode entrar e sair dentro da zona Lisboa, i.e. não se pode circular exclusivamente em Lisboa. Isto pode acontecer porque: a) só a paragem terminal é que se encontra em Lisboa e todas as restantes se encontram fora desta; b) as paragens à saída de Lisboa são de “entradas apenas” e à entrada de Lisboa são de “saídas apenas”.
  • Similarmente à AML, algumas das Comunidades Intermunicipais que rodeiam a mesma introduziram passes intermodais dentro das suas regiões, como é o caso da OesteCIM, onde existem passes intraregionais e interregionais (entre OesteCIM e AML).
    • A única menção que encontrei dos nomes dos passes da OesteCIM foi no site da Barraqueiro do Oeste. Como tal, usei tal nomenclatura no exemplo 5.

Nota final sobre casos de uso

Friso, para terminar esta entrada, que, de um ponto de vista do consumidor de dados, ter estes dados estruturados desta forma permitirá “extrair” as várias interpretações supramencionadas nesta entrada de diário sem criar um esquema totalmente novo de etiquetas:

  • uma procura por operadora, usando a etiqueta operator, e mostraria a rede de operação;
  • uma procura por sistema de bilhética, usando a etiqueta network, e mostraria a abragência que um passe teria;
  • uma procura por marca, usando a etiqueta brand, e mostraria o todo da rede incluindo todas as redes de operação das operadoras que federam para formar a respetiva marca;
  • uma procura das rotas de transporte público que se encontrem inseridas numa dada região geográfica e mostraria que rotas estavam a abranger essa mesma região.

Post Scriptum: Todos os links para sites externos ao OSM foram arquivados no Wayback Machine para futura referência.

Location: São Nicolau, Santa Maria Maior, Lisboa, 1100-038, Portugal

Esse ano tive uma oportunidade incrível de poder participar do HOT Data Quality Intership, ter sido escolhido para poder participar dessas doze semanas foi a melhor coisa que me aconteceu esse ano, eu senti como se todo meu trabalho no OpenStreetMap tivesse sido reconhecido naquele momento. Gostaria de agradecer a todos que compartilharam seus conhecimentos nos treinamentos e também para os coordenadores do projeto Sam e Becky muito obrigado!!

Sem duvida foi uma experiencia que levarei para a vida, conheci pessoas incríveis e de vários países diferentes…

Sem duvida é um programa único para mapeadores do OpenStreetMap e ajuda a comunidade a crescer, ao dar essa oportunidade de inspirar e dar suporte para que jovens como eu possam aprender mais sobre o OSM e o ecossistema em volta não tem preço, imagino que assim como eu meus colegas continuaram a contribuir para o OSM em suas comunidades locais…

Aqui devo ressaltar a importância de programas como Data Quality Intership em poder financiar e impactar as comunidades locais ao redor do mundo, talvez seria interessante expandir o programa para os hub de mapeamento. O futuro do OSM não está em equipes fechadas e mantidas por empresas que muitas vezes não conhecem a realidade do que estão mapeando, o futuro do OSM passa por financiamos o trabalho dos jovens voluntários e suas comunidades dando oportunidade de aprender e aperfeiçoar suas habilidades, comunidades locais bem estruturadas sabem o que falta no mapa e o que querem mapear, conhecem melhor a região.

Para o futuro pretendo continuar a aplicar o que eu aprendi durante essas 12 semanas e ajudar a comunidade brasileira, pretendo continuar a mapear com os projetos no TaskManager, ainda estou me planejando para ter uma base mais solida para 2022 mas pretendo continuar com meu trabalho mapeando cidades do meu estado.

Hoje estou completando dois anos como contribuidor do OpenStreetMap então para comemorar farei uma breve retrospetiva sobre esse ultimo ano. 2021 não foi um ano fácil para os brasileiros com a negligencia do governo atingimos a marca de 600k mortos pela Covid-19, além da volta da fome e a inflação alta mas com diria Belquior posso me considerar um sujeito de sorte, editar no OSM me deu forças para aguentar muitas coisas, mapear esse ano foi como uma terapia. Esse ano também tive a oportunidade de conhecer projetos e pessoas incríveis!

Estáticas

Alguns números:

  • 22.503 Edições enviadas
  • 170.425 Edifícios mapeados
  • 15.202 Km de vias mapeadas
  • 9.926 Pontos de interesses mapeados
  • 4.323 Km de rios mapeados

O que aconteceu com o Mapeia.Space?

É uma historia complicada, primeiro tivemos que mudar apos o DAMN mudar totalmente a forma de trabalhar e como o Hot TM parecia ter amadurecido na questão de desempenho então resolvemos mudar para o Tasking Manager o que aconteceu é que tivemos que começar do zero novamente… tivemos um problema com nossa hospedagem na mesma epoca recebi o convite para poder usar o HOT Tasking Manager (Obrigado Wille e Vitor George por essa oportunidade) desde então foram 7 projetos publicados. Então não havia por que manter uma instância própria do Tasking Manager então o mapeia.space acabou sendo encerrado apesar de que tentei criar uma organização em torno do Mapeia para promover mapeamento o que também acabou não dando certo mas no final acabou dando como fruto a pesquisa de uso de mapas online.

Você pode visitar o perfil do OSM Brasil no Tasking Manages link

Importação?

Durante esse ano em especial no segundo semestre usando o Maproulette e base de dados aberta do governo adicionei dados sobre a PRF (Policia Rodoviaria Federal) e escolas do Maranhão, (isso explica meu numero de edições) até agora foram cerca de 6k escolas adicionadas no mapa acho que torna o Maranhão o estado do Brasil com o maior numero de escolas mapeadas no OSM está sendo um trabalho exaustivo por isso eu me limitei em alguns casos somente adicionar o nome da escola. Gostaria de reforçar o mapeamento das escolas não somente para o acesso a educação mas também porque as escolas são usadas como ponto de votação para as eleições!

Data Quality Intership

Esse ano estou tendo a oportunidade única de poder participar do HOT Data Quality Internship, estou tendo a oportunidade de aprender bastante e conhecer novas pessoas! está sendo uma experiencia incrível e foi a melhor coisa que me ao logo desse ano.

Algumas curiosidades

Algumas curiosidades que gostaria de compartilhar com vocês:

  • Fui selecionado como Mapeador do Mês pelo OSM Bélgica link
  • Quer conhecer um pouco do meu setup link
  • Aprendi a reconhecer Motel e AABB por imagens de satélite (uma dica, motel tem sempre uma pequena via de entrada e outra para a saída)
  • Também consigo reconhecer alguns tipos de hospitais e escolas
  • Meu principal entretenimento enquanto mapeava foi a CPI da Covid
  • Não consegui completar nenhuma meta que me propus a fazer no ano passado!
  • dos 74 países que já editei no OSM 27 tem alguma lei que criminaliza a homossexualidade e desses 20 tem penas de 8 anos a perpétua e 6 com pena de morte
  • Todo meu trabalho é mantido graças a doações, muito obrigado a quem pode ajudar!

Agradecimentos

Gostaria de agradecer a todos que me apoiaram durante esse ano em especial a galera do Mastodon por serem essas pessoas incríveis e não deixaram eu desistir de continuar meu trabalho, em especial ao Claus e a Lous. Ana Raquel por ter me apoiado nos momentos mais difíceis e sempre estar lá para escutar e me motivar, obrigado por ter sido minha amiga e ter me acolhido nos tempos difíceis. e como já é de costume queria agradecer ao Karl por todo apoio e suporte que me deu esse ano!

Sem vocês esse trabalho não seria possível, acredito que melhorando aos poucos o OpenStreetMap podemos sim fazer um mundo melhor e mais acessível para todos! muito obrigado e que venha mais um ano como mapeador ;)

Location: Formosa, Timon, Região Geográfica Imediata de Timon, Região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina, Região Geográfica Intermediária de Caxias, Maranhão, Região Nordeste, 65636-060, Brasil

Eu gostaria de inicio explicar que se trata de um exercício de imaginação de como poderíamos melhorar a UX/UI no perfil do OSM, isso quer dizer que algumas mudanças foram com base na minha experiencia e ainda faltam algumas coisas que não explorei, como os Diários, configurações e Mensagens, adoraria receber o feedbacks de vocês!!

User Profile

Mais social e pessoal

OpenStreetMap é uma plataforma que engloba não só o mapa mais também seus mapeadores e suas comunidades. para começar optei por dar um ar de personalização maior para o perfil, trazendo uma foto maior do usuário e uma capa dando um maior espaço para personalização, para que possam demostrar mais suas paixões além do mapa. Trazendo uma experiência mais familiar como em outras redes sociais dei um maior destaque para o botão de seguir e substituindo a função “adicionar como amigo” que nos dias de hoje está meio em desuso para não se dizer “cringe”, Uma boa função seria poder escolher e gerenciar quem pode te seguir e a partir disso quem pode te mandar mensagem também, dando mais controle ao usuário de quem pode segui-lo e mandar mensagem pode diminuir o numero de spam. Outro ponto seria mostrar quais organizações a pessoa participa assim ficariam mais fácil para outros mapeadores identificarem mapeadores pagos por exemplo.

Mais estatísticas por favor!

Uma das coisas que falta no perfil do OSM é estatísticas isso serve até para conhecer melhor quem é o dono perfil mais também para empregadores futuros

Gamefication

Como motivar mais os mapeadores? dado objetivos a serem cumpridos! Umas das coisas que mais me motivaram em continuar mapeando foi completar todas as Bagdes do Missing Maps. Não falo somente em um sistema de bagdes e metas mas também um sistema de pontuação com base no que for editado ou adicionado. Outro ponto seria bagdes por participação em mapathons promovidos pelas comunidades locais e internacionais demostrando que o mapeador é uma pessoa ativa na comunidade.

org Profile

Perfil de Organizações e times

Da mesma forma em que o Github tem paginas especificas para organizações o OSM também deveria ter, isso facilitaria conhecer quem são as organizações que trabalham no OSM, quem participa e onde participam, a intenção é centralizar melhor as informações. Hoje se formos ver cada aplicação do OSM tem uma maneira diferente de dividir seus times e acompanhar seu desempenho o que proponho é que sejam criados times direto no OSM e disponibilizado via API para outras aplicações

Location: Parque Aliança, Timon, Região Geográfica Imediata de Timon, Região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina, Região Geográfica Intermediária de Caxias, Maranhão, Região Nordeste, 65633-782, Brasil
Versões: English / French / HOT website (English)

Juntamente com as comunidades/contribuintes locais do Vietname, Madagáscar e Moçambique, e os Centros Mapas Abertos (Ásia-Pacífico, e África Oriental e Austral), tenho muito prazer em partilhar convosco a colaboração Projecto: Localização como um facilitador de inclusão e participação (também disponível em Francês, Português e Espanhol).

Resumo dos detalhes do projecto:
Contexto

A barreira linguística e a omissão do inglês coloca os não falantes de inglês em desvantagem sistémica nas comunidades de mapeamento aberto e nas actividades humanitárias de mapeamento aberto que o HOT tenta apoiar, resultando numa falta significativa de participação e impacto (Gayton, 2021) .

Motivação

Acreditamos que a localização linguística permitirá a inclusão e participação de grupos subrepresentados no mapeamento, diálogos e outras actividades humanitárias de mapeamento aberto.

Objectivo

O nosso objectivo é desenvolver dados de base para informar uma estratégia de localização*** auto-sustentável para colmatar a lacuna entre linguagem e acessibilidade dos recursos de cartografia aberta que servem as comunidades envolvidas no trabalho humanitário / de desenvolvimento (ver Países Prioritários do HOT).

Metodologia

Iremos realizar pequenas experiências (isto é, fluxos de trabalho de tradução, e compromissos) com comunidades locais para testar como a localização de recursos poderia funcionar nas principais línguas de 3 países prioritários: Vietname (Tieng Viet), Madagascar (francês) e Moçambique (português).

Linha do tempo (sujeito a alterações)
  • June-Julho: brainstorming inicial, preparação e análise dos requisitos (completo)
  • *Agosto - Setembro:** Compromissos com as comunidades como colaboradores nas experiências (completo)
  • Outubro - Novembro:** Experiências/Translações em curso
  1. As comunidades identificam e dão prioridade aos recursos que são importantes para elas e querem localizar para contribuir para o OpenStreetMap e o Open Mapping
  2. A Equipa da Comunidade HOT apoia na tradução utilizando o tradutor automático
  3. As comunidades revêem o primeiro passo de tradução e finalizam o recurso na sua língua para promover nas suas comunidades

*Médio de Novembro - Dezembro:**

  1. Resultados de experiências e insights publicados
  2. Proposta inicial de estratégia de localização
  3. Revisão comunitária
Como se pode envolver:
  • Leia o documento do projecto e comente o seu pensamento directamente no documento, neste diário ou no Humanitarian Open Mapping CommunityWG Forum topico
  • Sugira pessoas ou organização(ões) (ou artigos/iniciativas) que pensa poder aconselhar-nos em relação a este projecto (comente ou partilhe-as neste tópico).
Agradecimentos especiais aos colaboradores da comunidade local:
  • Vietname: Tony, Huy e Grab Vietnam Map Operation Team
  • Madagáscar: Faneva e Dolly
  • Moçambique: Rodolfo Júnior, Pechiçoane Pechiço, Dinércia Macaringue, Edmilson Fuel, Daniel Mapsanganhe, Emerson Lopes, Rosário Mulhui e Vânia Muianga.

Se desejar saber mais sobre isto e quiser ter uma conversa, por favor, sinta-se à vontade para me enviar uma mensagem.

Obrigado e esperamos poder colaborar convosco neste projecto! :)

=Arnalie

Location: Littleton, Arapahoe County, Colorado, Estados Unidos da América

Como já falando no texto anterior o OpenStreetMap não é tão amigável com o usuário comum mas serve muito bem para os cartógrafos, também recebi muitos comentários que o OSM não é um produto final e sim uma base de conhecimento compartilhada e até algumas comparações com linux… Mas usar o OSM não deveria ser difícil ou depender do rebrand de grandes empresas, acredito que tem como atingir o usuário comum e ganhar mercado e sendo opensource e ainda trazer mais mapeadores para a comunidade.

A alguns venho trabalhando no que seria um cliente ideal em que eu realmente usasse e recomendaria para meus amigos e colegas isso venho crescendo desde que eu li o artigo The Mobile Map App Part I: The Void então descidir criar um rascunho:

hermes.png

Só que para tirar essa ideia do papel eu preciso de sua ajuda, caso você tenha alguma experiencia em Flutter ou React e queria levar o OpenStreetMap a um novo patamar por favor entre em contato: gustavo22soares@pesso.al

Location: Centro, Teresina, Região Geográfica Imediata de Teresina, Região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina, Região Geográfica Intermediária de Teresina, Piauí, Região Nordeste, Brasil

English Version link

Disclaimer: Todo o texto que você lerá abaixo é baseado em uma pesquisa feita online voltada ao mercado Brasileiro. link para um resumo da pesquisa feita

Não é novidade - ou não deveria ser - que o OpenStreetMap tem uma grande importância no compartilhamento de informação de um local. É uma ferramenta de impacto social para minorias e políticas de ajuda humanitária. Apesar dos grandes esforços dedicados por milhares de mapeadores que se dedicam a cada dia melhorar os mapas, somado ao esforço diligente das grandes BigTechs para promover seus próprios serviços, o OSM está longe de ser o mapa mais popular do mundo. Ou, pelo menos, uma referência tão grande quanto sua irmã Wikipédia.

Uma mina de ouro escondida

Fora um grupo de afissurados em geotecnologia, o OSM é totalmente desconhecido para o publico geral. Como pudemos observar na pesquisa feita, cerca de 68% dos participantes nunca tinha ouvido falar do OpenStreetMap. Apesar de muito provavelmente já terem tido experiências prévias com um dos vários pontos de contato (Tesla, SnapMap, BigMaps, Apple Maps, Facebook, Strava, Mapbox), mesmo assim a maioria das pessoas não conheciam o OpenStreetMap.

Se você se você se preocupa se as pessoas veem seu trabalho no OpenStreetMap, a resposta é simples assim: claro que sim! Elas só não sabe de onde vem!

O principal motivo para essa omissão é que empresas frequentemente tentam esconder nossas contribuições nas linhas mais pequenas e obscuras de termos de serviço enquanto constroem sua própria base dados proprietária dando migalhas para a comunidade. Não preciso citar nomes né?

Mas isso não é uma prática exclusiva das grandes corporações, quantas vezes aplicativos como Maps.me, OSMAnd, OrganicMaps param para lembrar seus usuários que os dados que estão usando veio do OpenStreetMap?

A verdade é que ninguém quer contar sobre sua galinha dos ovos de ouro!

Nem todo mundo quer mapear

Em nossa pesquisa, 47,4% dos entrevistados não têm o costume de de contribuir com o mapa que usam. Isso não é uma surpresa, afinal nem todo mundo tem a paciência ou mesmo interesse em mapeamento. De acordo com outro estudo feito da pirâmide de conhecimento em gis (https://www.gislounge.com/defining-the-role-of-gis-and-needed-skills/) quanto mais conhecimento é exigido para a tarefa, menor é o numero de pessoas “habilitadas”.

o OpenStreetMap deu um grande salto com o ID para popularizar o mapeamento. Ferramentas como Zapto (https://zapto.openstreetmap.org.br/) para adicionar uma localização e iniciativas de trazer mais colaboradores como YouthMappers, Mapathons etc, [falta informação]

No âmbito do usuário comum ainda existe uma barreira grande para que ele possa contribuir efetivamente como um cliente. Se você não leva o produto para o máximo de pessoas usarem, não tem como saber o que deve ser adicionado ou atualizado no mapa!

Onipresença do Google

Não é segredo para ninguém o a BigG domina nossas vidas. Desde as pesquisas que você faz, a forma como você acessa a internet (provavelmente você deve está usando o Chrome agora mesmo) até como você se locomove na sua cudade, ela está lá.

Não há uma alternativa funcional ao Gmaps que funcione no Brasile mesmo para aqueles que tentam substituir acabam tendo o Gmaps como backup. A BigG conquistou esse grande monopólio usando sua posição no mercado de smartphones e ferramenta de pesquisa mais popular. Ela se consolidou como única provedora de mapa para muitas regiões, e com isso para muitas empresas que precisam de dados não tiveram outra opção a não ser render-se ao domínio da BigG e usar o GMaps em seus produtos. Isso leva muitas vezes o OSM para o banco de reservas, no posto de mapa para backend ou uma alternativa mais barata.

A falta de alternativas que tenham capacidade de concorrer diretamente é gritante, até mesmo considerando a comunidade ávida de mapeadores do OpenStreetMap. Hoje mesmo não sou capaz de recomendar nenhum dos clientes disponíveis para um colega ou amigo como uma alternativa melhor para o Gmaps.

As pessoas querem encontrar os endereços!

Se alguém me perguntasse “qual é a minha maior decepção com os clientes do OpenStreetMap?” diria que tenho dificuldade de encontrar endereço!

Isso é um problema serio no Brasil e outros países que insistem em manter suas bases de endereço proprietárias, que não tem como ser importada direto para o OSM.

Dentre os entrevistados, 55,7% disseram achar mais fácil buscar endereço online. Você consegue imaginar uma dessas pessoas usando um dos apps baseados no OSM para encontrar um endereço que ela não conhece e que ninguém se deu trabalho de mapear antes?

Isso leva o usuário a frustração e acaba tornando o OSM em uma ferramenta que não consegue cumprir sua própria função básica.

Projetos como Open Adresses (https://openaddresses.io/) tentam suprir essa falta, mas sua fonte de dados no Brasil não é muito precisa.

O OpenStreetMap por si só nunca quis ser um carro-chefe, e duvido que isso deva mudar a curto prazo. Precisamos de alguém que nos guie para frente, mas não se esqueça aqueles que vieram primeiro.

Resumindo, precisamos de um cliente feito para realidade brasileira…

Location: Centro, Timon, Região Geográfica Imediata de Timon, Região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina, Região Geográfica Intermediária de Caxias, Maranhão, Região Nordeste, Brasil
Posted by PlayzinhoAgro on 17 August 2021 in Portuguese (Português). Last updated on 18 August 2021.

Fizemos uma pequena pesquisa para conhecer melhor o uso dos mapas online e o conhecimento do OpenStreetMap no Brasil, cerca de 97 pessoas ao redor do Brasil responderam nossa pesquisa. acompanhe os resultado a abaixo:

gráfico

uso-de-mapas.png

uso-dos-apps.png

Gostaria de agradecer a todos que responderam nosso questionário a Lules por ter trabalhado nessa pesquisa e aos meus apoiadores Claus Wahlers, Karl Prieb, Dobrado, Luiza Figueiro e a Gabriela Pires graça ao apoio de vocês esse trabalho pode ser feito!

Muito obrigado!

você pode baixar os dados da pesquisa por esse link

Location: Santo Antônio, Timon, Região Geográfica Imediata de Timon, Região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina, Região Geográfica Intermediária de Caxias, Maranhão, Região Nordeste, 65630-500, Brasil
Posted by FasterTracker on 15 June 2021 in Portuguese (Português). Last updated on 18 June 2021.

Esta recente demanda proseguida por mim consiste em ter a informação detalhada sobre todas as paragens das diferentes operadoras que operam no Terminal Rodoviário do Campo Grande recentemente realocado. Tal como era a situação anterior à deslocação, a este faltava-lhe informação crucial.

Detalhes introduzidos

Teve-se em conta as seguintes informações a introduzir no OSM:

  • operadora associadas à paragem (nome completo em operator=*)
  • rotas associadas à paragem (através da etiqueta route_ref=* )
  • número de cais (recorrendo à etiqueta loc_ref=* )
  • abreviatura da operadora em questão (usando a etiqueta ref:operator=* )

Operadoras

Este terminal aloja as seguintes Operadoras de Transportes de Passageiros:

  • Joaquim Jerónimo - Santo António (também conhecida por “Santo António - Barraqueiro”)
  • Rodoviária de Lisboa
  • Isidoro Duarte
  • Henrique Leonardo Mota
  • Mafrense
  • Ribatejana
  • Boa Viagem
  • Barraqueiro do Oeste
  • Rodoviária do Oeste / Rodoviária do Tejo

Sendo as suas abreviaturas, respetivamente:

  • JJSA
  • RL
  • ID
  • HLM
  • (não usado)
  • BV
  • BO
  • RDO

Nota-se que estas siglas, juntamente com os números de cais e números de rota, foram baseadas em painéis informativos encontrados no terminal e em um survey efectuado no local. Como tal, no caso da Rodoviária do Oeste e da Rodoviária do Tejo, estas partilham a mesma sigla pois no painel a sigla é a mesma apesar de aparentarem ser operadoras distintas. (Para uma possível explicação de assim o ser, ler mais aqui )

Frisa-se também que no caso da Isidoro Duarte e da Henrique Leonardo Mota existem rotas a serem partilhadas pelas duas operadoras (presente neste nodo ) como será o caso da rota Campo Grande -> Guerreiros (a qual ainda não se encontra mapeada).

Uma nota sobre a etiqueta network=*

Um aspeto muito importante que notei durante esta tarefa, o qual até deixo uma breve nota nos objetos em questão, é que a etiqueta network=* tem vindo ser usada erroneamente para indicar que uma dada paragem/rota pertence à “rede” da própria operadora da qual faz parte ao invés de uma rede mais abrangente. Por exemplo, as paragens da Carris atualmente estão mapeadas com a terminologia network=Carris + operator=Carris. A partir deste de exemplo se vê que a etiquetagem utilizada é redundante e não adiciona nenhuma informação nova.

No caso de Lisboa, a rede deverá ser, por exemplo, o sistema de bilhética em comum entre as várias operadoras que operam dentro da Área Metropolitana de Lisboa que até este ano (2021) era da competência da OTLIS. Como tal, ainda não existe um nome comum para esta dita “rede” pois esta terá, num futuro próximo, o nome de Carris Metropolitana.

EDIT: Foi-me notado que no caso do Porto, ainda que não esteja mapeado na sua íntegra, a etiqueta tem sido usada para indicar a rede intermodal “Andante” que inclui operadores rodoviários e ferroviários.

De forma análoga, o Lisboa VIVA desempenha o mesmo papel na Região de Lisboa enquanto a Carris Metropolitana, caso implementada, correspoderia apenas à rede rodoviária. Colocado nestes termos, fará sentido incluir as duas redes na etiqueta network pois existirão inevitàvelmente “casos bicudos” em que uma rede não está necessàriamente incluída na outra (e.g. passes combinados; carreiras interregionais; acordos com comunidades intermunicipais ).

Desse modo, no contexto do OSM, creio que usar a etiqueta network=Carris Metropolitana para designar este facto quando for estabelecida a entidade em questão seria mais indicado do que etiquetar da forma pleonástica abordada no exemplo supramencionado.

Por fim

Quero referir que esta tarefa alia-se com uma outra, de também autonomia própria, que é a de completar o Terminal Rodoviário do Oriente, o qual de momento carece de informação sobre as paragens que não sejam operadas pela Carris.

Location: Quinta do Lambert, Lumiar, Lisboa, 1700-238, Portugal

A rede de postos de carregamento do OpenStreetMap está bastante completa, pelo que me tenho apercebido.

Hoje quis ver que postos havia em Esposende e no OpenStreetMap não estava nenhum registado. Nem um :-(

Por isso, fui sacar os postos da rede MOBI.E para comparar e ver o que poderia estar em falta.

Sacar Postos da rede MOBI.E

Abrir o site da rede MOBI.E.

Abrir as ferramentas de desenvolvimento e selecionar o separador Rede. Eventualmente por um filtro para só apanhar os pedidos que tenham ‘location’. Fazer um refresh da página para apanhar os pedidos feitos ao servidor. O pedido que é apanhado está no seguinte print screen.

Pode-se fazer copy e paste do JSON retornado e guardar num ficheiro. Ou, como se faz no passo seguinte, fazer o mesmo pedido na linha de comando.

Guardar o resultado num arquivo JSON

Com o botão do lado direito, emcima do pedido, pode-se copiar o pedido como “Copy as cURL”. Depois, na linha de comando, faz-se o poste do mesmo, acrescentando duas coisas: a opção -k para não se ter problemas com o certificado e a opção -o mobi-e.json.

O comando será algo do género:

curl 'https://ocpi.mobinteli.com/2.2/locations' -H 'User-Agent: Mozilla/5.0 (X11; Ubuntu; Linux x86_64; rv:88.0) Gecko/20100101 Firefox/88.0' -H 'Accept: application/json, text/plain, */*' -H 'Accept-Language: en-US,en;q=0.5' --compressed -H 'Origin: https://www.mobie.pt' -H 'Connection: keep-alive' -H 'Referer: https://www.mobie.pt/' -H 'If-Modified-Since: Fri, 30 Apr 2021 15:46:14 GMT' -H 'If-None-Match: "1c097b-5c13283049500"' -k -o mobi-e.json

Transformar o JSON em CSV

O arquivo sacado está em JSON. É um enorme array com todos os postos elétricos. Pode-se transformar em CSV em Python, e aproveita-se para transformar coluna coordinates que está em JSON em duas colunas separadas. Fica assim supor fácil ler o CSV no QGIS ou noutra ferramenta. Também se conta (com a função len) o número de conetores em cada posto.

import pandas as pd
df = pd.read_json("mobi-e.json")
df['latitude'] = pd.io.json.json_normalize(df.coordinates)['latitude']
df['longitude'] = pd.io.json.json_normalize(df.coordinates)['longitude']
df['conetores'] = df.evses.apply(len)
df.to_csv("mobi-e.csv")

O mobi-e.csv pode-se adicionar ao QGIS.

Abrir o CSV no QGIS e comparar com os postos do OSM

No QGIS, adicionar uma camada de texto delimitada.

No QGIS, usando o plugin Quick OSM, fazer uma query com:

  • amenity
  • charging_station
  • Portugal

Acrescentar o mapa OSM como fundo e visualizar no EPSG:3857.

Conclusão

Não há nenhum posto de carregamento em Esposende.

Nota para quem quiser ajudar a verificar as diferenças entre o OSM e a MOBI.E

Deixei um arquivo mobi-e.osm e mobi-e.shp (em zip) numa pasta do Nextcloud.

Location: Costa Nova, Gafanha da Encarnação, Ílhavo, Aveiro, Portugal

Converti as moradas da Madeira e dos Açores para *.shp, *.osm e *.json. São dados importados do INE e referem-se a alojamentos. Não incluem o comércio e indústria.

Para editar transformações de coordenadas, criei já tudo em EPSG:4326 (WGS84).

Estão disponíveis na nextcloud em:

Estão por lá também as scripts de importação.